Um Verdadeiro Paraíso Perdido no Atlântico

"...POR ISSO EU SOU DAS ILHAS DE BRUMA ONDE AS GAIVOTAS VÃO BEIJAR A TERRA..."

Seguidores - PRESENÇA NECESSÁRIA PARA CAMINHAR...

PRESENTES DE AMIGAS

PRESENTES DE AMIGAS
SELINHO DA DINDA PARA MIM

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DUENDE? SERÁ?!

Duendes? Quem sabe...

Quando olhei para trás tive a mais grata emoção da minha vida. Eram muitos. Eram tantos que ninguém podia dizer de onde e como tinham aparecido ali.
Elevavam-se com tamanha facilidade on universo imenso de minha ternura que acabamos de repente nos envolvendo numa brincadeira que só  as criaturas leves e puras de coraçãopodem fazê-lo. Na verdade me carregavam porque havia ainda em mim um peso oriundo de mágoas antigas, de esperanças não resolvidas, de sonhos a realizar.
Havia em seus semblantes tamanha alegriaque iluminava os mais secretos e escuros desvãos de minha alma.
Flutuavam. Continuavam sem parar a dança do amanhecer nos corações há tanto tempo adormecidos.
Ah! meus pequeninos seres, quisera poder compartilhar de toda a alegria que nos rodeava. Quiser poder soltar a mais cristalina risada capaz de acordar todos os elementos. Quisera poder ouvir as palavras que só os corações cheios de ternura podem proferir.
Entretanto, muito lentamente, alguém que eu jamais hava visto em minha tão insignificante existência sussurrou-me mansamente: Vem, vem comigo.
Andamos sem os pequeninos seres por regiões que a linguagem humana jamais pôde descrever. Os pequeninos seres agora já não me acompanhavam . de certo modo senti-me terrivelmente só. Era, entretanto, uma solidão misturada com espanto, curiosidade, desejo de algo novo que pudesse acontecer.
Vem – dizia-me a criatura. Vem, vou mostrar-te de onde vieram estes pequeninos seres.
Caminhei então mais firme. Dobrei inúmeras esquinas. Cada uma tinha um nome: a esquina da dúvida, a esquina do ceticismo, a esquina da mentira, a esquina do egoísmo, tantas, tantas que meus pés já não conseguiam vencer a distância.
À medida que ia dobrando essas esquinas, meu coração ia se modificando. Fui esquecendo mágoas, angústias, pesares e tantos males que nos sepultam dia a dia. Abriu-se aos poucos dentro de mim uma janela dourada. Espiei. Vi, surpresa, lá dentro, confortavelmente sentada numa almofada de sonho, uma linda criança, a criança que eu havia sido um dia quando tantas circunstâncias negativas ainda não me haviam escravizado.
-Olha – disse a criatura  que me acompanhava – os pequeninos seres vêm deste lugar abençoado onde o sonho derruba a mais terrível  realidade. Sonha , liberta-te e verás quantos pequeninos seres pulando e dançando à tua frente, feitos candeias a iluminar os teus dias cinzentos.
De repente, fiquei sozinha. Havia no ar alguma coisa misteriosa como nos dias em que  a flor mais esperada desabrocha, como nas noites em que a lua beija o barco abandonado na praia.
Uma paz idescritível caiu sobre meu velho coração.
Adormeci tranqüila porque a antiga criança, muito, mas muito antiga, havia despertado para sempre dentro de mim.










ANIVERSÁRIO DO CENTRO ESPÍRITA "RECANTO DE LUZ"

NO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO  DO CENTRO ESPIRITA “RECANTO DE LUZ”      = CERLUZ

SER LUZ = CERLUZ


Cerluz é abrir espaços - sutilmente.

 Cerluz é projetar pontes definitivas.

Cerluz é estender a mão para os companheiros de caminhos antagônicos.

Cerluz é iluminar – sem ofuscar -  os que clamam na escuridão.

Cerluz é pontilhar de sugestões luminosas as caminhadas ainda reticentes.

Cerluz é promover partilhas.

Cerluz é ter a inefável capacidade de ouvir.

Cerluz é ser, muitas vezes, ombro silencioso  - sem questionamentos de qualquer espécie.

Cerluz é abrir as portas do coração - incondicionalmente – e fazer-se colo.

Cerluz é projetar-se acima das dores de maneira discreta, portanto, elegante.

Cerluz é desejar sempre ser alicerce e jamais torre de marfim.

Cerluz é cumprir a destinação única do Ser: iluminar.

Cerluz é ter ímpetos de alpinista: rasgar as mãos nas escarpas e encantar-se com os altos cumes.

Cerluz é “encher de luar a noite de nossas vidas.”
Meninas e também meninos:

Na impossiblidade estar presente neste doce encontro de amigos e trabalhadores da seara de nosso Pai, estou mandando, desta forma, o meu carinho para todos.
Abraços  e muita paz.
Maria Tereza
Caraguá, 05/08/2002


NA PLENITUDE DO CONHECIMENTO E DO AMOR ENCONTRAREMOS NOSSAS PRÓPRIAS ASAS.

MISERERE NOBIS

MISERERE - DE "FRAGMENTOS"

MISERERE

(Sala de aula. Colônia dos Pescadores. Sem data.
Exercício: apresentava-se um poema  com o 2º verso em branco. O 1º verso, o original, virá sempre em itálico.)

Em nossa cegueira,
O flashh da esperança.

Em nossa mudez,
A coragem do grito.

Em nossa duvida,
O amém dos simples.

Em nossa angústia,
A explosão do eu.

Em nossa praia,
O retorno das madrugadas.

Em nossa terra,
O passo dos vencedores.

Em nosso deserto,
A gota vacilante.

Em nossa sombra,
A voz dos antepassados.

Em nosso corpo,
O escavar do tempo.

Em nossa mão,
A lâmina do punhal.

Em nossa hora,
O replay da vida.

ETERNA-IDADE=ETERNIDADE=EU

VAI PASSAR....

RECORDAÇÕES



Sala de aula. Estrela D’Alva. Agosto de 85.
Motivação: música do Chico: Vai passar



Deslizam gritos pelas escarpas do tempo.
Quebram-se os cristais onde se reflete o futuro.
Apagam-se todas as luzes.
Busca-se agora a lucidez a partir da ausência de uma claridade enganosa.
Caem aos poucos todas as máscaras.
Erguem-se lívidos todos os ideais.
E os mendigos recomeçam sua caminhada....







(Neste momento , minha diretora, D. Vera Peixoto entrou na classe e... os mendigos deram no pé. Por onde andarão? Ah! D. Vera...)




ROTEIRO

ROTEIRO



(Sala de aula. Estrela D’Alva. Agosto de 85.
Enquanto os alunos escreviam, eu me perguntava sobre o sentido da minha presença, ali, naquela sala, com eles...)



São rocha ainda. Há vida, entretanto, pronta para se organizar e se manifestar através do sonho e da fantasia.
Estão curvados ainda ao peso de um aparente não-saber.
Haverá qualquer dia a explosão magnífica do despertar.
Nesse dia então me perguntarei: que fiz com eles, que semente, através de minha esperança de vê-los crescer, lancei de mim?
Quais foram os dias em que o meu “não” estaria carregado da mais pura força que existe entre a terra e o céu?
Quais foram os dias em que o meu “sim” foi porto depois da tempestada, amanhecer depois das trevas, amparo depois dos desencontros?
Nesse dia, então, quando abrirem suas asas e alçarem o vôo mais seguro que a liberdade confere às criaturas, nesse dia, certamente, terei iniciado a minha caminhada.
Serei um ponto quase apagado na imensidão dos tempos.
Não haverá nem mestre, nem aprendiz. Haverá apenas um leve roçar de emoção na ponta dos laços finalmente desfeitos.






terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PROJETO - AMANHECER

Adicionar legenda
SE AO MENOS FOSSE AMANHECER.....

PROJETO - DE ""FRAGMENTOS"

PROJETO


Lamentos, murmúrios.
Sonhos meus nos vãos da alma.
Lamentos, murmúrios.
Olhar perdido nos píncaros.
Lamentos, lamentos.
Cansaço fundo.
Visão de outrora.
Sonhos, sonhos.
E a vida teimando em volta.
Olhar sem vista
E a paisagem persistindo.
Lamentos, murmúrios.
Cordas esticada do ser.
Corda bamba do trapezista.

Penduro-me em fios-sonho
E a teia se esgarça.
Esfacelo-me.
Mitigo antigas fomes.
Sacio-me de sonhos.
Desmorono.
Revolvo-me no azul.
Sobro.

Sou apenas projeto.

VEJAM A ROUPINHA QUE A CAMILA ,COM 3 ANOS,FEZ...




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

VIDA

VIDA

(Sala de aula. Colônia dos Pescadores. Agosto de 86.
Imagem sugerida: ondas)


Ondas. Vagas.
Marulhar fecundo dos meus sonhos.
Vogam à tona restos de uma ilusão quase realidade.
Buscam a praia meus destroços.
Náufraga. Quase morta.
Um vento forte joga minha vontade para uma praia-sonho.
Revolve-se na praia a saudade de um tempo perdido.
De repente o sol afugenta a fantasia.

Passa um pesqueiro.
O homem persistindo na vida.

ROUPINHAS DA BARBIE

roupinhas da barbie - mais um pouco

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SEM PEIAS... A MENININHA DA FOTO É PARA ABAFAR OS GRITOS...

SEM PEIAS


Literalmente de mãos e pés atados. Deixo para os outros a honra de vencer os obstáculos. A mim, só a mim cabe o direito de dizer chega. Não posso mais. Às vezes sento-me perto da nesga de sol e acho que vou enxugar este lodo que teima em escorrer por dentro da alma. Sim, tenho uma excelente teoria para discursar sobre as grandes vantagens de passar por cima de brasas sem me queimar. Teorias, excelentes. Na prática esborracho-me e deslizo ocultamente por estes barrancos que nos levam ao fundo de nós mesmos. O que encontrarei lá? Não sei. O que sei e sei muito bem  é que neste momento quisera ter mãos e pés desatados e ir-me como dizia o poeta, não por aí, para onde me convidam sorreitaramente, mas o que eu quero mesmo é evadir-me e caminhar solta ao vento, carregada por minhas emoções, meus desejos, meus sonhos, caminhar comigo, sozinha, sem peias.
Mas hoje o que de mim sei é que de pés e mãos atadas pouco sou, embora os sábios me falem da beleza dos caminhos agrestes.
Quero um bosque quente, morno, com crianças me chamando para brincar de ciranda cirandinha e de passa anel.
Hoje é só isto que quero. Nada mais. Muito menos discursos...

Caraguá, 12 de junho de 2005.

(imunidade baixa, baixa de plaquetas, um monte de feridas nas mãos e nos pés)

ROUPINHAS DA BARBIE -




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

MAIS ROUPINHAS DE BARBIE







bruma 6

Hora de partir. Cortar as amarras. Recolher a âncora. Arrebentar as raízes.
O berro surdo do navio estourou os diques represados dos emigrantes. Tudo acabado. Não mais gotas de hortências, não mais olhos azuis do velho Catita, não mais armário de maçãs da velha avó, não mais ilha-himalaia.
As sete colinas vão sumindo. Agora são seis e ainda há lenços no cais. São cinco e o rapaz das serras ainda não conseguiu chorar. São quatro e todos são estátuas de pedra. São três e o rapaz das serras grita “ó mãe...” São duas e agora o mar salgado recolhe o lamento úmido dos sem-pátria. Ultima colina e...o mar.
O mar. Céu e mar durante treze dias.
Numa manhã cravada de tanto azul, os emigrantes aportaram a um reino cheio de graça, cheio de  luz, onde, naturalmente, muitos encontrariam o seu anjo exterminador de brumas.



A Geraldo Callefe,
meu anjo exterminador de bruma
mariaterezacallefe@yahoo.com.br
291076

GERALDO AOS 16 ANOS, IMAGINEM DEPOIS...












bruma 5

Agora não sei onde pára o cais e começa o armário de maçãs escondidas. Só sei que há uma saudade abarrotada de cheiros da infância.
A criança que um dia sentiu o perfume de um armário de maçãs, a abrir-se, carrega consigo uma vontade-gancho-de-alpinista. E um dia mais tarde, na virada da montanha e quando tudo estiver desmoronando, e quando continuar subindo for mais calvário que desafio, um braço forte que se chama memória-saudade, concretizada nos doces cheiros da infância – esse braço forte será apoio, gancho de alpinista, para deter-se um pouco, só um pouco, apenas o tempo necessário para um suspiro.


Ah! Minha ilha-himalaia, daqui te vejo, te pressinto, te revisito. Estou diante de ti. Protege-me, cobre algumas horas, bem poucas foram, mas tão amargas, tão amargas que estar sozinha foi o mais desesperado desejo dessas bem poucas horas. Negros corvos rondaram por muitos anos essas bem poucas horas. Roçaram as asas num raio de luz e fizeram duras sombras. Quebraram todas as bússolas. Queimaram os remos. Roubaram o vento das velas. Sujaram as asas brancas que estavam por vir. Pisotearam as violetas escondidas no canto úmido do jardim.
Foram longos vinte anos de emparedamento. A alma e o coração de costas e a vida passando azul, dourada, feito alegre sinfonia. O coração e a alma desfilando...de costas.
Do outro lado do oceano, escorregando bem para baixo, num reino cheio de luz, cheio de graça, haveria manhãs, tão bonitas manhãs, mas por enquanto, neste mar de longo, tanta tormenta e tanto dano...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ROUPINHAS DA BARBIE



BRUMA 5

Cada dia que passa é mais uma oportunidade de enfrentar um novo som, um novo caminho, um novo horizonte. Há um corredor imenso a percorrer. O que está por vir? Como será? Vai dar certo? Bem que eu gostaria de ficar aqui encolhida, vendo as gaivotas furando as cortinas do oceano. Mas havia um caminho e um enfado que incomodava os meus dias. Ter que partir sempre, sempre foi a minha maneira de sentir-me viva. Havia a outra ilha, houve sempre uma outra ilha, um outro lado, um outro-que-fazer. Precisava ir.

Tive por cinco anos, precisamente cinco anos, um himalaia diante dos meus olhos. Quando o sol nascia, quando as brumas envolviam tudo, quando anoitecia, quando o vapor começava a aparecer lá longe, quando se ia, quando se vinha. Era a minha ilha-himalaia. Sempre enfeitada com um chapéu de nuvem.
Quando os dias eram muito frios, a nuvem agarrava-se à pontada ilha e ficava durinha de frio até que viesse um raiozinho de sol fazer-lhe cócegas e, logo logo, ela virava de novo chapéu.
De manhã vinham barcos carregados de cachos de uvas suadas de sol e de sal. Os homens do Pico – era o nome da ilha-himalaia- descarregavam enormes cestas de frutas e o cais inteiro virava o perfumado armário onde a velha avó escondia as maçãs para dividir com alguma neta, numas horas muito especiais de doce cumplicidade.

BRUMA - 4

De novo aquelas pontas de aço, de vidro ou de cristal entram por meus olhos.
O mar ainda está por vir, mas em breve aparecerão aves noturnas a piar em volta dos altos picos. Não sei se alguma coisa feia está para acontecer. A velha avó falava de aves agourentas dos dias de tempestade, mas aquelas pareciam fortes, grandes e nenhum medo me envolvia. Apenas um forte desejo de que me crescessem umas asas, brancas ou não, e que eu as pudesse bater para evadir-me dali.
Da esquina do mar vinham de novo sons pouco nítidos, mas doces, bons, redondos e macios. Sempre quis que estes sons se alojassem na minha vontade de dizer todas as coisas. Então ficava em êxtase, horas e horas, esperando que aquele universo sonoro me transformasse numa enorme garganta, com cordas de aço que durassem a vida toda e que pudessem falar de todos os sons, de todas as palavras, com precisão, doçura e justeza. Não foi fácil. Muitas vezes o que poderia ter sido inteira melodia saía em golfadas, tudo desentoado, desarmônico. Então as pontas de aço, de vidro ou de cristal ficavam espetadas em minha garganta e eu passava eternidades de silêncio. Muda. Endurecida. Morta.
Quando ouvia os rouxinóis no perdido quintal da minha avó, remoía-me de raiva, de inveja, de dor. Havia uma coisa muito grande querendo dizer-se, mas apenas um som mirrado escorria pelo canto da boca, fazendo todos os dias uma ruga que não parava mais.


BRUMA

Ah! Teria sido bom que aquele entardecer não tivesse acontecido nunca. Cochichos pela sala, meias palavras, ameaças interrrompidas.
Um dia ouvi falar de São Cristóvão que levava o Menino Jesus aos ombros para a casa de Seu Pai. Agora ali estava alguém, podia ser um homem, podia ser um pai, alguma coisa que servia para carregar um raio de luz, talvez aquele alguém pudesse ser humano, mas o que havia ali de possibilidade de esperança não estava presente no olhar vacilante que procurava se esconder por entre os musgos sorrateiros.
Ah! Teria sido bom que aquele entardecer não tivesse acontecido. E aquele alguém, que talvez tivesse sido um dia humano e que estivesse tentando voltar ao ponto inicial, não sabia o que fazer com o raio de luz. Onde depositar aquele fardo que agora pesava cada vez mais? O que havia de tragédia no silêncio daquele entardecer só os anjos poderiam adivinhar. Depois, não me lembro de mais nada. Apenas uma criança-raio-de-luz com a camisinha branca e muito curtinha e uma noite interminável e muito fria.
Aquela era bem a casa da bruxa malvada. Não sei quanto tempo ali passei. O que sei é que, naquela noite e em tantas outras, fiquei cara a cara com alguma coisa que me amedrontava, mas assim mesmo me protegia. Mais tarde fiquei sabendo que aquilo se chamava...
“se chamava solidão,
dentro dele, dentro dele mora um anjo
que roubou, que roubom meu coração.”

Havia um anjo do outro lado do oceano, escorregando bem mais para baixo, num reino cheio de luz, cheio de graça. Só que havia um cabo das tormentas e um mostrengo. Então, o remédio era entrar de novo na loucura azul do velho Catita, perder-se de novo nesta loucura para não morrer.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FUNDAMENTAL? SERÁ?

OI FHCardoso!
Em primeiro lugar, minha reverência perante um visitante -cronista da melhor estirpe, porque, ao que me pareceu, as suas crônicas vêm das entranhas, dos mais escondidos recônditos da sensibilidade  e da sabedoria  de quem  não veio ao mundo de passeio.
Parabéns, construtor da esperança!
A respeito de "fundamental" não me parece que seja suficientemente fundamental.
Estou longe da sala de aula há muito tempo. 7.2 é  tempo suficiente para viver de recordações.
Não  sei como faremos, mas ainda acho que a Escola deixou definitivamente de ser o centro de interesse dos jovens.
No meu tempo,era e não me fez mal nenhum.
Embora as propostas educacionais venham escoradas em "fantásticos" argumentos filosóficos, pedagógicos e outros que tais, o que ocorre, de fato, é que a educação foi sucateada.
É mais barato assim.
Acredito que "FORA DA EDUCAÇÃO NÃO HÁ SALVAÇÃO"
QUE O MESTRE DOS MESTRES ILUMINE A TODOS OS EDUCADORES.
ABRAÇOS.

















BRUMA 3

Depois vinham aqueles dias em que tudo ficava cinzento. Nem uma ponta de céu por perto. Nem gotas azuis caindo das hortências. Ficava tudo parado e triste e morto.
Depois vinham também as notícias dos pescadores duros de olhos apertados que se debruçavam em cima do oceano e lhe perguntavam coisas e o oceano nada respondia porque tinha um mistério só seu guardado há muito séculos. E cada vez que os pescadores olhavam fixamente um ponto branco no fundo do mar azul, aparecia um bicho enorme que negaceava, negaceava e arrastava devagarzinho as canoas para bem longe onde os pescadores de olhos duros e secos acabavam banhando a secura de tantos dias salgados com um banho morno que escorria pelas encostas das rugas e se escondia nas golas ensebadas das camisas de ir ao mar.


Ah! Mas havia também um velho alto de barbas amareladas e cabelos longos que juntava as crianças em cima dos rochedos e lhes falava de um tempo em que as crianças não precisavam ir à escola, nem buscar lenha, nem apanhar lapas no calhau nas manhãs de inverno. E as cruianças entravam de mansinho pelo olhar azul do velho Catita e deixavam-se enlouquecer com ele nessa viagem que tomara não tivesse retorno, mas uma voz esganiçada emperrava a máquina de sonhar e começava tudo de novo: “sete vez nove, braços arranhados, pés esfolados”.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

ROUPINHAS DE BARBIE - PARA IEDA

MINHA AMIGA, NÃO CONSIGO ENCONTRAR NO TEU BLOG, CAMPO PARA POSTAR COMENTÁRIO. VAI AQUI MESMO, RETRIBUINDO O CARINHO:


I - INTELIGENTE  - TANTO QUE ÀS VEZES FICO CONSTRANGIDA ANTE MINHA LERDEZA
E - ELEGANTE  - QUEM DIRIA...- É DONA DE UMA ELEGÂNCIA PRINCIPALMENTE QUANDO  SE RECONHECE COMO SER EM EVOLUÇÃO
D - DANADA.... DE TANTA GENEROSIDADE, DE TANTA TRANSPARÊNCIA , DE TANTA CORAGEM  QUANDO SE COLOCA PERANTE INJUSTIÇAS, MENTIRAS E OUTROS QUE TAIS
A- AMIGA - E QUANDO SE DISPÕES A TAL, É CAPAZ DE SEGURAR A MÃO DO OUTRO, MESMO QUE AMBOS CORRAM O RISCO DE CAIR BARR\ANCO ABAIXO.
ESTA É A IEDA MARIA E MUITO MAIS!!!

BRUMA 06/02/2011

Do fundo do mar projeta-se um raio de ouro. Mais outro. Outro. Tantos, tantos que todo o meu olhar fica dourado. As palavras voam no ar e são douradas. Uma espuma se desmancha toda. E é ouro. Ainda ouro. Tanto, mas tanto...
Do fundo do mar vai aparecer alguma coisa.
Agora são sons, doces, bons, redondos, macios.
Aos poucos vai caindo sobre a manhã uma coisa morna. Os animais se aconchegam nesta coisa-cobertor-encantamento.


No azul aparecem pontas de aço, ou vidro, ou cristal. Não sei. E  a coisa encantamento continua a me envolver. Não dá para abrir os olhos. Se os abrir, sei que vou me enrolar nesta onda que sobe. Por onde? Ainda não sei onde estou. Mas a onda sobe e molha as minhas sandálias velhas. As minhas únicas sandálias. Como voltarei para casa com as minhas sandálias molhadas? Enxugo-as no velho vestido xadrez que se enrosca na fivela. Que raiva! Agora estou sentindo muito frio. Minhas sandálias estão molhadas. Meu vestido xadrez está sujo e rasgado.
A onda agora se escondeu...Não...Fugiu de mim! Desandou numa corrida danada. Olha lá, está virando a esquina do mar. Vejo só um rabinho...espuminha branca. Pronto! Acabou! Não tem mais onda! Ah que bom!



Volto a olhar para o mar, para o mar... Umas pontas duras e espetadas rasgam a água. O que será?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

BRUMA - UM POUCO POR VEZ

AOS POUCOS, VOU POSTAR UMAS MEMÓRIAS QUE ESCREVI HÁ ALGUM TEMPO.
SÃO  MAIS DESABAFOS QUE MEMÓRIAS.
QUEM SABE ASSIM NOS CONHECEREMOS MELHOR..
EM ANEXO ,UMA PAISAGEM DE MINHA QUERIDA ILHA DAS FORES - AÇORES
NAS FÉRIAS, ESTA LAGOA ERA UMA DAS PREFERIDAS PELA TURMINHA QUE FICAVA UM ANO FORA DE CASA, ESTUDANDO NA OUTRA ILHA, FAIAL...ISTO A PARTIR DOS 12 ANOS DE IDADE...DUREZA!!!

RECEITAS DE PRODUTOS DE LIMPEZA

Amaciante de Roupa I
Ingredientes:

-1 sabonete infantil (50g)

-3 e ½ litros de água fria

-4 colheres de glicerina
Amaciante de Roupa I
Ingredientes:

-1 sabonete infantil (50g)

-3 e ½ litros de água fria

-4 colheres de glicerina

-1 e ½ litro de água fervendo


Modo de preparo:

Raspar o sabonete e dissolver na água fervente. Misturar os demais ingredientes muito bem.

Colocar em vasilha de plástico com tampa.

Usar uma tampa de amaciante para cada balde de água, ao enxaguar as roupas.



Travesseiro Aromático

Os refis que são colocados dentro do travesseiro (nos lados):

- um calmante (com camomila ou alfazema),
- um estimulante (com alecrim),
- e um refil com guaco para os dias de resfriado.

OBS:As ervas devem ser secadas ao sol antes de utilizá-las.

Será necessário:
- tecido (TNT ou algodão)
- fibra de silicone ou flocos de espuma
- ervas
- essência de planta (igual a erva escolhida)

Para fazer um travesseiro para sinusite e rinite, pode ser usado hortelã, guaco e eucalipto e a essência de uma das ervas.

- O tecido deve ser costurado no formato de um travesseiro, com duas costuras, de forma que fique em três partes, com o centro maior. No meio do travesseiro não serão inseridas ervas, apenas nos lados. (A pessoa deita a cabeça no centro e apenas respira o aroma das ervas).

- Enrole na fibra de silicone um pouco de ervas picadas e cinco gotas de essência e colocar nas laterais do travesseiro. Repeta até completar bem o espaço.

- Costure para fechar o travesseiro.

- A cada 15 dias, coloque o travesseiro ou refil no sol para enegizar.

- Duração de 1 ano. Após esse período, trocar as ervas.

Conceição Salomão, Rio Grande Rural (02 e 03 de junho de 2007).

Não-Me-Toque/RS


-1 e ½ litro de água fervendo


Modo de preparo:

Raspar o sabonete e dissolver na água fervente. Misturar os demais ingredientes muito bem.

Colocar em vasilha de plástico com tampa.

Usar uma tampa de amaciante para cada balde de água, ao enxaguar as roupas.




Travesseiro Aromático

Os refis que são colocados dentro do travesseiro (nos lados):

- um calmante (com camomila ou alfazema),
- um estimulante (com alecrim),
- e um refil com guaco para os dias de resfriado.

OBS:As ervas devem ser secadas ao sol antes de utilizá-las.

Será necessário:
- tecido (TNT ou algodão)
- fibra de silicone ou flocos de espuma
- ervas
- essência de planta (igual a erva escolhida)

Para fazer um travesseiro para sinusite e rinite, pode ser usado hortelã, guaco e eucalipto e a essência de uma das ervas.

- O tecido deve ser costurado no formato de um travesseiro, com duas costuras, de forma que fique em três partes, com o centro maior. No meio do travesseiro não serão inseridas ervas, apenas nos lados. (A pessoa deita a cabeça no centro e apenas respira o aroma das ervas).

- Enrole na fibra de silicone um pouco de ervas picadas e cinco gotas de essência e colocar nas laterais do travesseiro. Repeta até completar bem o espaço.

- Costure para fechar o travesseiro.

- A cada 15 dias, coloque o travesseiro ou refil no sol para enegizar.

- Duração de 1 ano. Após esse período, trocar as ervas.

Conceição Salomão, Rio Grande Rural (02 e 03 de junho de 2007).

Não-Me-Toque/RS


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PARA ARIONE - FLORES

OIE´, QUE BOM QUE VOCÊ ESTÁ ME SEGUINDO. ESTAVA ME SENTINDO MEIO DESAMPARADA, APESAR DE AS DUAS  SEGUIDORAS SEREM PESSOAS MUITO IMPORTANTES PARA MIM.
AMEI O SEU BLOG. RECHEADO COM AQUELE
"FAZER O DIFÍCIL FÁCIL É MUITO DIFÍCIL!!!"
ANDEI "ROUBANDO" UMAS GRAVURAS SUAS PARA TIRAR IDÉIAS PARA AS MINHAS ROUPINHAS DE BARBIE.
BJIM.

ROUPINHAS BARBIE PARA CECÉ

CECÈ, RECEBI O SEU RECADO PELA MILENA E PELA SUA AVÓ CELESTE.
FIQUEI TODA CHEIA!!!
FOI BOM SABER QUE VOCÊ GOSTOU DAS ROUPINHAS.
AGORA ESTOU FAZENDO PARA VENDER.
QUANDO DER UMA FOLGA, FAREI MAIS ALGUMAS.
BEIJOS

VÓ TEREZA

FLORES PARA CLAUDINHA DO BLOG FEITO A MÃO

CLAUDINHA, QUE BOM TER ENCONTRADO VOCÊ COM  TODA A DISPONIBILIDADE PARA  ATENDER AOS NOSSOS PEDIDOS, FIQUEI BEM ANIMADA DEPOIS DE SEU INCENTIVO.OBRIGADA, MENINA!!!

MINHA ILHA HIMALAIA - ILHA DO PICO - AÇORES

MAIS UM TEXTO DE FRAGMENTOS

RECORDAÇÕES




(Sala de aula. Colônia dos Pescadores. Agosto de 87.
Técnica de produção do texto poético; trabalhar a carga poética do substantivo concreto. Sugestão da professora Gina, irmã da Maria Assunção Grinet, professora também e que professora!)



Eram doces as tardes mornas da infância. Meus olhos viam gotas de prata no botão vermelho.
A gaivota que cortava o azul era minha ave cósmica.
A noite jogava em cima de mim um manto de sonhos.
E tudo era grande e livre e belo.

Depois o mundo secou.
Meu velho jardim sem roseiras.

Minha alma hoje é um campo de pombas mortas.
Agosto-1987




ESTA É A MINHA AMIGA IEDA QUE, COMO FILHA DEDICADA, TEM ME AJUDADO SEMPRE

PARQUE EDUARDO SÉTIMO EM LISBOA

MINHA ESCOLA - MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO - FICAVA ATRÁS DESTE LINDO PARQUE..
QUANDO NÃO TÍNHAMOS  AULA, ÍAMOS PARA A ESTUFA FRIA QUE TAMBÉM FICAVA BEM PERTO.
QUE DELÍCIA, MAS JÁ FAZ TANTO TEMPO....


ESTUFA FRIA EM LISBOA

SALVAÇÃO

SALVAÇÃO
SURSUNM CORDA! (erguei os corações ao alto)