O HOMEM DE NEGRO
Durante anos a fio, aquele homem enorme, eternamento vestido de negro, vagava com o olhar azul – que azul se fizera de tanto buscar do oceano o segredo que jamais lhe seria revelado.
Plantava-se no cais, imóvel, feito pedra e, na dureza necessária, irmão triste dos penhascos.
Por aqueles lados acontecera a tragédia.
Nunca se soube por que a jovem senhora se havia aventurado tanto nas enormes pedras escorregadias, limo mortal – escorregadias como as macias sedas de um cenário de amor, feito âncora nos dias de mar muito calmo.
Aconteceu. Por descuido ou muita dor. Nunca se soube e ninguém perguntava nada.
E aquele homem passou intermináveis anos de sua vida, olhos fitos no azul sem fim que lhe entrava sorrateiramente alma a dentro e lhe alagava por inteiro o coração até que ele submergisse de vez e bem fundo qual Atlântida perdida para sempre.
Foi assim que ele viveu até ficar bem velho, tão velho que seu corpo eram só os olhos, enormes holofotes, varrendo dia e noite o cais, os penhascos, o mar.
Morreu num dia de bruma muito espessa. Sozinho.
Nem o azul lhe sobrou.
E SE O MEU CORPO EMBARCAR PARA OUTRO MUNDO DISTANTE, A MINH'ALMA HÁ DE SANGRAR PRESA AOS CASTELOS DE ESPUMA QUE EU CONSTRUÍ JUNTO AO MAR NAS MINHAS A ILHAS DE BRUMA.
Um Verdadeiro Paraíso Perdido no Atlântico
"...POR ISSO EU SOU DAS ILHAS DE BRUMA
ONDE AS GAIVOTAS VÃO BEIJAR A TERRA..."
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SELINHO DA DINDA PARA MIM
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SALVAÇÃO

SURSUNM CORDA! (erguei os corações ao alto)
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