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Um Verdadeiro Paraíso Perdido no Atlântico

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domingo, 27 de março de 2011

VIAGEM PARA O SUL DE MOTO HOME - 5

Chegada a Laguna – 18 horas.
Morro dos Conventos – 20:30 horas.
Chegada a Torres – 22:30 horas.- Temporal
Dormimos na rua – quer dizer, o motohome estacionado na rua.
Saída de Torres – 13 de janeiro às 9:30 horas.
Chegada a Porto Alegre – 13 de janeiro às 13:20 horas.
Em Laguna não descemos, embora eu estivesse bem interessada em visitar alguns lugares históricos, mas acontece mesmo que o brasileiro não tem memória e, ainda por cima, desrespeita com gozação grosseira e infantil seu patrimônio histórico. Sacou? Me enchi o saco!!!
Em Morro dos Conventos estava chovendo demais e as tais dunas que eu pensava fossem semelhantes àquellas do deserto eram, para mim, insignificantes montinhos de areia.
Fomos tomar um lanche em Araranguá que acabou com o fígado de todo o mundo.
O Geraldo resolveu continuar viagem até Torres. Eram já 21 horas.
Estrada péssima sem sinalização. Caminhões a toda. Detsto viajar de noite, principalmente nestas condições. Como o camping era um pouco caro – 50 (cruzados?) por pessoa, acabamos dormindo numa travessa. De manhã demos uma volta pela cidade. É uma graça! Não vimos os penhascos (torres). Saímos às 9:30 horas rumo a Porto Alegre. Chegamos às 13 horas, depois de uma parada. Que horror! De repente senti-me em São Paulo. Trânsito intenso, correria, muita gente. Bancos cheios. Vamos procurar o camping. E aquela via sacra de novo. Para encurtar a história, achamos o dito cujo depois de três horas de procura. Teria dado para chegar a Gramado com folga, mas sabe como é teimosia? “Eu vou achar esta po---“
Achamos. No im do mundo. Às margens do rio Guaíba, sujeito a inundações quando dá vento sul. Bem arborizado, mas mal cuidado. Apenas duas barracas. 20 (cruzados?) por pessoa. Só nos dois adultos pagamos. Vamos ficar uns dias porque preciso descansar e lavar roupa, na mão, sem esfregador de tanque. É mole ou quer mais?
O que vamos fazer amanhã – 14 de janeiro-? Vamos passear em Porto Alegre!!! De ônibus, claro. Uma hora para ir e outra para voltar. Descemos no centro. Conhece rua Direita, General Carneiro, 15 de Novembro, Parque Dom Pedro? Igualzinho! Aí o pai achou por bem tomarmos um lanche num daqueles botecos. Mui gentil! Eu, que apesar de portuguesa ainda não sou louca, não como nada. De novo, dor de barriga, boca estourada, etc.Que passeio!
Como o pai não agüenta ficar parado, hoje – 15 de janeiro – foi de novo para `Porto Alegre. Có-có-có... Chuva , frio e os três santinhos dentro do trailler. Maravilha ! já estou de saco cheio. Se for assim sempre, prefiro ver cartão postal.
Agora – 16 de janeiro – forma os quatro até o supermercado comprar sapatos que, segundo o pai, são ótimos. Eu fiquei SOZINHA!!! Eu e Deus. Será que eles vão trazer vulcabrás?
Saída de Porto Alegre – 19 de janeiro – 11:25 horas. Km 41.4999
Chegada a Canela – 19 de janeiro – 16 horas, passando por Gramado.
19 de janeiro
Saímos de Porto Alegre às 11:25 horas rumo a Canela ou Gramado. Passamos em São Leopoldo. É uma cidade encantadora. Limpa, plana, calma e, pelo jeito, dotada de todos os recursos para a sobrevivência.
Há lancherias (lanchonetes) ao ar livre, gente tranqüila andando pelas ruas, lojas bonitas, bancos, faculdade, enfim, do que se necessita para viver sem muito tédio. O comércio fecha ao meio-dia e abre às 14 horas. É isso aí. Compramos fruta e fizemos um lanche enquanto o pai foi ver o saldo noItaú. Tudo bem. Continuamos viagem. Há uma considerável subida até Gramado. Será que o “Dunguinha” agüenta? Imagino Gramado uma cidade especial. Há, entretanto, alguma coisa na visão das hortênsias que me agride. Tudo em Gramado parece ser pruduzido para venda desde o parque às hortênsias, aos hotéis, às casas. Parece uma cidade que não tem gente, crianças, problemas, sonhos, lutas. Sinto que existe apenas um objetivo na existência da cidade: fazer dinheiro. Mostrar-se por fora. Enfim, não gostei. Parece uma linda mulher, vazia, porém.
Vamos para Canela procurar um camping. Na estrada compramos chocolate caseiro. Que delícia! E o camping? Na estrada para o Parque Caracol onde existe a cascata. Será que vamos encontrar um camping dentro de um parque? Encontramos mesmo! Lindo! Gramado! Cheio de araucárias. Limpo. Sossegado. 17 (cruzados?) por pessoa. Criança paga também. Há pucas barracas. Que calma! Pegamos as nossas cadeirinhas para curtir o entardecer em estado de adoração. Que esperança! Eis que surge um ônibus de Santa Catarina, com formandos aos gritos, de caco cheio. Um sufoco. Acabou o sossego. O pessoal é simpático, mas acabou a paz. De madrugada, cantoria. Quando acordamos, já tinham ido embora. Agora está tudo calmo. Linda a cascata. Pequena, mas muito bonita. Hoje, dia 21 de janeiro, fomos até a cidade de Canela. Bem mais sipática do que Gramado. Tem um supermercado que só vi semelhante no Canadá. Fizemos uma comprinha e voltamos. Na estrada paramos para ver uma araucária que deve ter entre 500 a 700 anos.. nós cinco de mãos dadas não conseguimos abraçar metade do tronco. 8 metros e meio de circunferência e 42 metros de altura. Linda. Firme há tantos anos!Solitária.Solene.Majestosa. que lição...
Amanhã vamos de novo para Gramado. Quem sabe descobrimos a vida que não pressentimos no primeiro contato..

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SALVAÇÃO

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SURSUNM CORDA! (erguei os corações ao alto)