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Um Verdadeiro Paraíso Perdido no Atlântico

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PRESENTES DE AMIGAS

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domingo, 3 de abril de 2011

VIAGEM PARA O SUL DO BRASIL

6 de janeiro de 1987
Estamos  ainda no Camping Municipal do Mirante em Joinville.
Estou preocupada. Acho  que a família está querendo se descartar de mim: programaram uma caminhada até o mirante- 2 km de ladeira. E lá vamos nós. Primeiros 300 km, o chefe: “Você não vai agüentar. Vamos voltar. Ih! Já vai sentar?!...” E assim por diante. E lá vou eu. Subindo em zique-zague. Suadouro. Vou tirar a roupa! Não vai dar. Chegamos. Chegamos nada! Temos que subir 70 degraus de uma escada em caracol que trepida. Guilherme! Eu também tenho medo de escada! Quero a minha mãe!
Do alto vê-se a baía de são Francisco e toda a cidade. Bonito. Mas a vista de Caraguá, do mirante da serra é muito superior.
Vamos descer. E o meu joelho agüenta? Vamos ver. Chegamos ao camping depois de duas horas – ida e volta. As crianças forma para a piscina. Almoço. Vou ler embaixo de uma grande goiabeira perto do lago. Calma, patos nadando, Erico Veríssimo – Um Certo Capitão Rodrigo. Que delícia! Todos na piscina.
Trailer aberto. Cadê a carteira do pai? Procura, revira, comunica ao camping. Guardei no calça. Não está. Roubaram. E agora, meu Deus. Comecei a passar mal. De repente a Maísa achou num lugar que o senhor Geraldo não sabia que tinha guardado.
À tarde fomos passear na cidade. Bastante comércio. Gente tranqüila, muitas flores nas casas. Prédios, casas comerciais e residências tipo alemão. Sente-se que é outra civilização.precisaríamos de mais tempo para perceber melhor.OK
7 de janeiro de 86
Vamos sair do campingo para a cidade, rumo à Baía de São Francisco. Km 40.672
Saída 11:12 até a cidade
Saída da cidade 13:00 horas.
Íamos para a Baia de São Francisco, mas passamos a entrada. Bem que eu falei, mas não me quiseram ouvir.
Agora o jeito é ir até Camboriú, pois é lá que se encontram campings.
8 de janeiro de 87.
Eu disse Camboriú? Nada disso. Estamos agora em Blumenau. Passamos primeiro em Itajaí. Rio bem largo e a cidade fica praticamente no mesmo nível. Por isso deve haver enchentes freqüentes. Antes de chegar a Blumenau passamos por Gaspar, idade pequena, mas simpática.
Acamapamos no Camping Municipal. 10 cruzados por pessoa. Tem borrachudo. E lá vamos nós temperados com óleo e vinagre. De repente cai um temporal. As barracas ficam no escuro. Algumas caem, outras ficam com tudo alagado. Que calor horrível! Pra melhorar   fiz uma sopa de ervilha. Volta a luz. Vamos tomar banho e dormir.
Já tomamos café. São 11 horas e iremos de ônibus até a cidade comprar umas camisetas nas lojas Hering. Credo! Parece que estamos no Uruguai. As balconistas atendem em espanhol. Muito movimento. Não gostei.
Almoçamos num restaurante vegetarianao- Sol Nascente. Melhor do que o de Joinville. Voltamos para o camping. Blumenau é uma linda cidade só que impiedosamente invadida por turistas.
09 de janeiro de 1986
Saída do camping de Blumeneau ás 9 horas e chegada à Baía de São Miguel às 13 horas. Encostamos no parque onde está a Casa dos Açores. Enquanto a turma foi até à praia, fiz um miojo ultra-rápido. Visitamos o museu, mas tem pouca coisa que lembra os Açores. É um casarão triste e “pesado”, melhor,
“carregado”* Saí “carregada”. Chegamos ao camping Trilha do Sol do SERTE (Sociedade Espírita de Recuperação Trabalho e Educação) às 16:30
horas. De noite tive ameaço de desidratação que se prolongou até o dia 10. Fiquei de molho o dia todo.
Hoje, 11 de janeiro, é domingo. Todos foram para a praia e acabei de preparar o almoço. Ainda não estou muito legal. De noite foi um fuzuê. Pernilongo, flit, falta de ar, insônia. Um bicho! Que bicho? Deve estar dentro do trailer. Onde? No armário, no fogão, em cima, embaixo, fora. Sei lá...tem alguma coisa “chorando”. De repente parou. Até agora não descobrimos o que foi.
Há no camping uma turma de argentinos. O Maurício e o pai jogam bola com os molequinhos que chamam o Maurício de Pêlê. Precisava ver o negrinho de vermelho da cabeça aos pés. Camisa vermelha do Internacional, meia vermelha, short vermelho. Parecia um saci...
Devemos sair, se Deus quiser, amanhã para o Morro dos Conventos, isto é, se a gente não passar a entrada de novo. O pessoal ( administração do camping) é espírita. Mantêm uma creche de 130 crianças e um asilo de 60 velhinhos. Trabalham paca!
Saída do camping Trilha do Sol: 12 de janeiro, 9:45 – Vamos com Jesus.
“Pretendemos” visitar algumas praias da Ilha de Santa Catarina.
Saída de Florianópolis – km 41.096.
Paramos num lugar de onde se avista a Lagoa da Conceição,. Linda! Numa barraquinha renda de bilros e uma rendeira. Vamos agora procurar Ribeirão da Ilha que tem um museu onde se encontram elementos da colonização açoriana. Você viu? Nem eu. Mais uma vez passamos a entrada. A placa indicava “entrada à esquerda” e “aalguém passou reto. Aí eu pensei: “Acho que eles está cheio de história dos Açores” e por issso não fiz referência à tal entrada. Vamos em frente. A macacada está com fome. Antes de sairmos do camping fiz arroz e já tenho feijão temperado. Paramos numa prainha – Enseada do Brito – Parece a praia do Corsário em Ubatuba, só que mais simples.  Lá vou eu para a cozinha e eles para o mar. Oh vida!, oh dor! Suco, salada de tomate e cebola, ovos mexidos , arroz e feijão. Assim, não mais que de repente, está pra lá de bom. Enquanto a turma comia, fui dar um sondada. Esta praia também foi habitada por açorianos. As marcas são patentes e uma senhora confirmou. Barracos de pescadores quase rente à água. uma baía linda, simples, silenciosa. Sentei numa pedra. De repente estava voltando trinta anos no tempo. Acho que estou ficando velha. Continuamos.
Agora estamos parados num posto, onde, graças a Deus, conseguimos comprar um pneu novo. Estão calibrando os outros. A criançada está vendo uns “ancestrais” trancados numa gaiola, aqui no posto. Eta macaquinhos sem graça. Não sei por quê, mas não gosto destes bichinhos.
Já é um pouco tarde. Acho que vamos parar em Laguna. Depois confirmo..
Chegada a Laguna – 18 horas.

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SALVAÇÃO

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SURSUNM CORDA! (erguei os corações ao alto)